Xamanismo e Neo-xamanismoAntropólogos têm estudado o xamanismo nas Américas do Norte (Lakotas, Cherokees, Pueblos, Hopis e Ojibways), Central (praticantes dos Huichols no México) e Sul (Incas e os Shipibos do Peru); na África, entre os povos aborígines da Austrália, entre os esquimós, na Indonésia, Malásia, Senegal, Patagônia, Sibéria, Bali, Velha Inglaterra e ao redor da Europa, no Tibet onde o xamanismo Bon segue a linha do Budismo Tibetano e em todos os outros lugares ao redor do mundo.

O nome xamã é originariamente asiático, “samans”, feiticeiros Tungues, um dos povos da família altaica que habitava a região centro-setentrional siberiana, na era paleolítica, cerca de 20.000 a.C. O termo é aparentado do sânscrito sramana e do pâli samana, que designam o “homem inspirado por espíritos”, podendo igualmente significar “esconjurador ou exorcista”.

Seja qual for sua origem, o termo xamã tem sido amplamente adotado pelos antropólogos para fazer referências a grupos específicos de curadores em variadas culturas que, às vezes, são chamados curandeiros, bruxos, feiticeiros, magos, mágicos, etc.  No entanto, esses termos são por demais vagos para definir de forma adequada o grupo específico de curadores que se ajusta à definição de xamã.

O xamã é iniciado nos mistérios da natureza. Ele ouve e entende os sinais da terra, dos ventos, das tempestades e dos animais; possui e usufrui os conhecimentos dos reinos mineral, vegetal e animal e prevê eventos futuros através de sua constante observação de todos os fenômenos materiais e espirituais. Ele vê o lado oculto nos acontecimentos corriqueiros, como por exemplo: o vôo de um pássaro, a passagem de um animal em hora de sagração ritualística, o sopro de um vento etc. Sua percepção xamânica é totalmente aberta, não se limitando à esfera animal, toda a natureza serve-lhe de texto sagrado e ele interage com o espírito da montanha, da água, do fogo e assim por diante.

As pessoas têm idéias diferentes sobre o que seja um xamã ou o que é o xamanismo, eu defino um xamã como um curandeiro de relacionamentos: entre a mente e o corpo, entre pessoas e o ambiente, entre seres humanos e a natureza e entre a matéria e o espírito.

Xamanismo é uma forma diferente de cura. A maior qualidade do xamã, independentemente de sua cultura, é a tendência de comprometer-se a praticar atividades criativas. O conhecimento e a compreensão não são suficientes, como tampouco é atraente uma aceitação passiva. O xamã mergulha na vida com a mente e seus sentidos desenvolvendo o papel de co-criador.

Embora o xamanismo esteja geralmente associado com cenários primitivos ou selvagens, a sua aplicação em ambientes urbanos é natural e necessária.

“Um dos aspectos mais marcantes do século XX foi a crescente desilusão com as perspectivas de realização e crescimento pessoal oferecidas pela moderna civilização tecnológica” – Edward MacRae.

O homem urbano perdeu sua antiga percepção com o meio circundante, e também perdeu sua noção de quem era. Hoje um dos grandes sofrimentos vem do vazio existencial experimentado como “crise de identidade”, um sentimento de não saber quem se é, e qual o sentido da vida.

Na ânsia de preencher este grande vazio, surge, principalmente, no homem urbano, um interesse pelas antigas formas de relação com a natureza, com o espiritual e com o cosmos, buscando-se maneiras de se sentir mais integrado aos seus semelhantes e ao seu meio.

Entre essas antigas formas resgata-se o xamanismo, provavelmente a primeira manifestação da busca espiritual humana.

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